Não é fácil tomar a decisão certa quando o cônjuge ruma para desafios profissionais em outra cidade



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> Zero hora 28/09/2010
> Não é fácil tomar a decisão certa quando o cônjuge ruma para desafios
> profissionais em outra cidade
> Escolher entre ir junto ou ficar exige cautela para que relacionamento e
> carreira não acabem frustrados
>
> O amor ou a carreira? Embora os dois caminhem juntos na maioria das vezes,
> casais e até famílias podem passar pelo dilema de ter que optar por seus
> empregos ou por dar seguimento ao relacionamento conjugal. A dúvida surge
> no momento em que o namorado, a namorada, a esposa ou o marido recebe uma
> proposta de emprego em outro estado ou passa em um concurso público que
> exige a mudança completa de rotina.
>
> É nessa hora que entram a maturidade do casal, as prioridades, o
> planejamento e outros quesitos que ajudam no sucesso, seja da perspectiva
> do trabalho ou do coração.
>
> Por mais que, em um primeiro momento, a escolha possa significar
> abdicação, os prós e os contras devem ser analisados para que a razão
> prevaleça e o relacionamento não saia prejudicado. Segundo a coach e
> gerente executiva do Grupo Spot, Sílvia Mesquita, é preciso ter paciência
> e não tomar decisões precipitadas, pois uma insatisfação no meio
> profissional pode refletir diretamente na relação.
>
> — O cônjuge transferido deve ir primeiro, morar pelo menos quatro meses no
> local e perceber se é aquilo mesmo que ele quer. Só depois, o parceiro que
> ficou na região de origem vai começar a concretizar oportunidades na nova
> cidade— indica.
>
> O primeiro passo é pesquisar qual mercado é mais forte na região de
> destino. A análise começa pela profissão. Existe vaga para a formação
> desejada na cidade? Como são os salários? Quais as possibilidades de
> ingresso? Todas as respostas para essas perguntas devem estar claras na
> cabeça de quem pretende mudar de vida. Bons aliados serão a internet, os
> sites de emprego e até o contato direto.
>
> Em visitas à cidade de destino, a pessoa pode fazer amizades, perguntar o
> que é mais forte e até conversar com colegas do cônjuge transferido sobre
> onde existem possibilidades de emprego. Só depois de acionar toda a rede
> de relacionamentos é que alguma decisão pode ser tomada.
>
> — É importante construir uma cadeia de valores, identificar quais são as
> prioridades na vida. Se a pessoa está muito bem profissionalmente, é
> importante avaliar se não seria interessante passar pelo desafio de viver
> na ponte aérea por um período — ressalta a sócia-diretora da Rhaiz
> Recursos Humanos, Carmen Cavalcanti.
>
> Para ela, tudo tem que ser pesado e sempre haverá pontos negativos. O que
> deve definir, porém, são as ponderações dos frutos positivos a serem
> gerados pela mudança de estado e na carreira dos dois.
>
> A ideia é que o acompanhante não fique parado e aumente ainda mais as
> competências no currículo. Assim, em caso de retorno à cidade de origem,
> ele pode voltar para a empresa da qual era funcionário em um cargo melhor.
>
> — Se o casal analisa o que essa mudança vai trazer de positivo a curto, a
> médio e a longo prazo, consegue tratar uma especialização como
> oportunidade — diz Carmen Cavalcanti.
>
> Nesse caso, o recomendado é uma boa e franca conversa com o atual
> empregador. Vale a pena contar o que está acontecendo e manter a rede de
> contatos sempre inteirada sobre as qualificações que estão sendo
> realizadas no período em que a pessoa está em outra cidade.
>
> — Mantenha o networking ativo. Se for voltar ao local para visitar a
> família, aproveite e faça um lanche com o antigo chefe, conte do
> treinamento que está fazendo, sobre o que está aprendendo e as novas
> ideias que surgiram no decorrer dos estudos — sugere Carmen.
>
> Para ela, esse tipo de atitude mantém o profissional vivo na mente dos
> empregadores que almejam crescimento para suas organizações. Afinal, quem
> viaja e volta depois de dois ou três anos leva algumas vantagens: além de
> já conhecer o trabalho — ou seja, não precisa aprender todo o sistema da
> empresa e não perde tempo com isso —, entra com a cabeça fresca e com
> formação em uma nova área.
>
> — Ele estará treinado e retornando melhor do que foi. Se mantiver os
> contatos, não ficará desempregado em seu retorno — complementa a
> consultora.
>
> Como decidir
>
> Dicas para quem busca oportunidade de carreira para acompanhar o(a)
> parceiro(a) em outro estado:
>
> :: Não coloque todas as expectativas no companheiro: isso pode aumentar a
> pressão e causar frustrações
> :: Tenha uma conversa franca com o parceiro para alinhar as expectativas
> do relacionamento
> :: Avalie qual o melhor momento para a mudança, considerando que o outro
> precisa inicialmente se adaptar ao novo cenário
> :: Pesquise sobre a região onde pretende atuar conhecendo suas
> particularidades
> :: Verifique se as oportunidades para sua área de atuação estão aquecidas
> no mercado local
> :: Monte previamente uma rede de contatos com profissionais e empresas da
> região
> :: Busque as histórias e as soluções encontradas por pessoas que tiveram
> experiências parecidas
> :: Aproveite o momento fora da região para cursos de aperfeiçoamento
> :: Mantenha o contato com profissionais e empresas da região anterior para
> não perder o networking atual
> :: Faça parte de comunidades, associações (acadêmicas, conselhos, feiras,
> fóruns, eventos sociais) de relacionamento na região para facilitar o
> ingresso no mercado por meio de nova rede de relacionamentos
>
> * Dicas da coach e gerente executiva do Grupo Spot, Sílvia Mesquita.
>
> CORREIO BRAZILIENSE
>
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> Esta mensagem foi verificada pelo sistema de antivírus e
> acredita-se estar livre de perigo.
>
>http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/donna/19,206,3054451,Nao-e-facil-tomar-a-decisao-certa-quando-o-conjuge-ruma-para-desafios-profissionais-em-outra-cidade.html



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